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Os riscos das dietas da moda Estilo de Vida

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Os riscos das dietas da moda

Com promessas milagrosas de emagrecimento rápido, essas fórmulas podem resultar em sérias deficiências nutricionais

Perder peso de forma rápida e sem muito esforço. Essa é a principal promessa da maioria das dietas que circulam entre a população seja por meio da internet ou pelo tradicional boca a boca e que, mesmo sem embasamento científico, conquistam cada vez mais adeptos, inclusive, celebridades.

Mas, o que parece ser “rápido e eficiente” nem sempre é sinônimo de saudável. A maior parte das dietas ditas “da moda” costuma ser restritiva, sem seguir os padrões adequados de nutrição preconizados pelas entidades do setor, podendo acarretar em sérias deficiências nutricionais e prejuízos ao organismo.  

Além disso, a falsa promessa de redução de peso rápida e sem sacrifício cria expectativas irreais, levando o indivíduo a abandonar a dieta em poucas semanas, já que as mudanças propostas não condizem com seu cotidiano. Dessa forma, além da exposição aos riscos à saúde, o indivíduo pode até perder peso, mas acaba recuperando os quilos perdidos e até engordando mais em um curto espaço de tempo (processo conhecido como “efeito sanfona”).

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, apenas uma alimentação saudável e variada, que leva em consideração os aspectos biológicos e sociais do indivíduo, é capaz de promover o funcionamento adequado do organismo e preservar a saúde.

Dessa forma, aqueles que desejam perder peso, devem buscar orientações de um profissional de saúde, especialmente, de um nutricionista, que irá desenvolver um programa de reeducação alimentar individualizado, respeitando os hábitos e características particulares, além de orientar a adoção de um estilo de vida saudável - o que inclui a prática de exercícios físicos regulares, hábito fundamental para a perda e manutenção do peso.



A seguir confira como funcionam algumas das dietas mais populares e o que de fato diz a ciência sobre elas:

1 – Dietas sem glúten e lactose

Essas dietas são recomendadas apenas àqueles que apresentam doença celíaca e intolerância à lactose. A primeira condição corresponde à intolerância ou alergia ao glúten, uma proteína encontrada em cereais como trigo, centeio e cevada. Já a intolerância à lactose é definida pela deficiência na produção da enzima lactase, que auxilia na digestão do açúcar presente no leite e derivados.

Há algum tempo tem se observado a adoção dessas dietas por pessoas que não apresentam doença celíaca e nem intolerância à lactose com a justificativa de que o glúten e a lactose não fazem bem ao organismo e suas ausências contribuem para a perda de peso.

O que diz a ciência: não há estudos conclusivos de que essas dietas podem ser benéficas a pessoas saudáveis. Além disso, embora algumas pesquisas iniciais sugiram que a retirada desses compostos da alimentação possa favorecer a redução do peso corporal, especialistas acreditam que esses achados estão relacionados à redução de calorias e carboidratos, que por si só contribuem para a perda de peso.

Dieta Dukan

Dividida em quatro fases, a dieta Dukan é rica em proteínas e restrita em carboidratos e gorduras. Em sua primeira fase, os indivíduos consomem apenas alimentos fontes de proteínas, pouca gordura e farelo de aveia. Na segunda fase, além de manter esses três grupos de alimentos, acrescenta-se algumas verduras e legumes. Na terceira fase, conhecida como “fase de consolidação” são reintroduzidos fontes de carboidrato. Já na fase final, é permitido a volta dos hábitos alimentares, com exceção apenas para um dia da semana, em que o indivíduo deve repetir as recomendações da primeira fase.

O que diz a ciência: até agora são poucos os estudos que investigam a efetividade dessa dieta e, assim como outros planos restritivos, são poucas as pessoas que conseguem mantê-la em longo prazo. Além disso, de acordo com o guia Desmistificando Dúvidas sobre Alimentação e Nutrição elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, a ingestão elevada de proteínas pode levar a sobrecarga renal e desregulação do metabolismo, e a quantidade reduzida de carboidratos pode causar um quadro de cetoacidose, caracterizado por hiperglicemia, vômitos, dificuldade respiratória, entre outros sintomas.

Dietas e sucos detox

São basicamente compostas por sucos e preparações que visam eliminar toxinas e a produção de radicais livres do organismo. Essas dietas utilizam alimentos de baixo valor calórico, o que pode trazer resultados rápidos para a perda de peso.

O que diz a ciência: quase não há informações científicas sobre elas. E, além disso, assim como as demais fórmulas restritivas, podem trazer sérios prejuízos à saúde e efeitos adversos, como insônia e dor de cabeça, e são difíceis de serem mantidas por muito tempo. Segundo o guia Desmistificando Dúvidas sobre Alimentação e Nutrição, a indicação de dietas detox por médicos pode ocorrer somente em situações de intoxicação por metais pesados, visto que estudos já apontaram que alimentos como maçãs, amoras e casca de frutas cítricas, por exemplo, podem ser úteis para eliminação de metais tóxicos.

Os únicos pontos positivos dessas dietas que podem ser ressaltados se relacionam ao consumo de frutas e hortaliças, alimentos ricos em vitaminas, minerais, fibras e substâncias antioxidantes, que ajudam no combate aos radicais livres. No entanto, é possível obter esses benefícios, bem como o emagrecimento esperado ou a manutenção do peso por meio de uma alimentação nutricionalmente equilibrada, sem relação com essas dietas detox.

 

Referências:
Desmistificando Dúvidas sobre Alimentação e Nutrição, Ministério da Saúde e Universidade Federal de Minas Gerais: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/desmistificando_duvidas_sobre_alimenta%C3%A7%C3%A3o_nutricao.pdf
Análise da composição nutricional de dietas da moda publicadas em revistas femininas, revista da Associação Brasileira de Nutrição, São Paulo, SP, Ano 8, n. 1, p. 31-36, Jan-Jun. 2017.
Guia Alimentar para a população Brasileira, Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf

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